Aceitando o convite do meu marido Heitor, fui acampar com ele no final de semana. Além de nós outro casal de amigos e uma amiga nossa também estariam por lá. No decorrer da semana meu marido chegou em casa na companhia do Leandro, o qual tinha lhe dado uma carona devido nosso carro estar na revisão para acamparmos no final de semana.
O Leandro sempre visitou nossa casa, amigo, e sempre muito educado, mas isso não o impedia de discretamente dar-me algumas olhadas. Meu marido tinha conhecimento disso, mas da mesma forma que eu recebia suas olhadas, meu marido dizia para não dar bola, que mesmo o Leandro discretamente desejando-me, ele era um homem bacana e respeitador. Entendi aquilo e nunca levei o Leandro a sério também pelo fato de nunca ter ido além de retribuídas olhadas. Meu marido até em raros momentos usava isso como uma dose de leve provocação em nossa relação quando estávamos nos amando e que se algum dia o Leandro faltasse com respeito, era só avisar e ele resolveria.
Assim ficávamos em raros momentos com nossos olhares alimentando nossa vaidade e nunca o Leandro passou disso, deixando claro em meu entendimento que algo só aconteceria se eu permitisse. Em meio à janta fiquei sabendo que o Leandro também iria acampar conosco. Fiquei feliz com a notícia, mas demonstrei normalidade concordando que seria bom para ele também desocupar um pouco a mente do trabalho.
Em determinado momento que meu marido foi ao banheiro, o Leandro educadamente perguntou-me como estavam as coisas entre eu e meu marido. Eu disse a ele que tudo bem, apesar das briguinhas normais como todo casal, mas tudo resolvido.
Entre algumas conversas assim o Leandro elogiava-me, dizendo que eu estava cada vez mais bela. Eu envaidecia-me com seus elogios, mas dizia que ele era um bobo e que eu não era tudo que ele achava. E assim o Leandro usava de suas discretas cantadas, sem ir mais além deixava claro que antes de ser amigo de meu marido era um homem e esperava apenas um sinal de minha parte. Então o Leandro despediu-se de nós e foi embora combinado que no dia seguinte iria conosco para acampar.
Naquela noite deixei-me levar por pensamentos safados sobre as cantadas do Leandro e tive uma noite maravilhosa com meu marido, ciente que o Leandro tinha feito parte de tal imaginação.
Meu marido gostou em saber, na verdade sempre gostava quando eu alimentava nossas fantasias seja apenas entre nós dois ou incluindo uma terceira pessoa e dizia que eu ficava ainda melhor na cama e se o Leandro realmente era o motivo pra me deixar a mulher maravilhosa que eu me tornava imaginando-o, então não teria problema algum liberar e usufruir de minhas fantasias com o Leandro. Sexta feira à tarde meu marido e o Leandro chegaram em casa cedo, carregamos o carro e, antes de partir meu marido pediu para eu separar mais uma peça de banho devido o Leandro ter boa parte de suas roupas rasgadas por sua última namorada quando brigaram.
Eu, sem pensar duas vezes, peguei a sunga de cor branca do meu marido, já que o Leandro era negro, e assim ficaria com o corpo mais realçado, e coloquei em meio às nossas roupas. Conferindo junto a eles se não precisariam de mais nada partimos mais que depressa rumo ao parque estadual.
Na estrada, pelo espelho do quebra sol do carona, onde eu estava sentada, o Leandro podia observar-me e discretamente trocava olhares comigo, e da mesma forma discreta eu retribuía suas olhadas. Meu marido nunca foi bobo, certamente já tinha percebido que eu estava à vontade em minha vaidade sobre tal situação.
Permitindo deixar rolar aquela brincadeira de sensualidade discreta entre mim e o Leandro, meu marido conversava descontraidamente, como se não tivesse percebido nada. Sei que não era certo, mas acredito que meu marido queria sim que eu continuasse sentindo-me atraente cada vez mais e o Leandro estava sim conquistando o meu querer como mulher.
A partir daquele momento tirei de minha cabeça a barreira de amizade e um sentimento de culpa por aceitar algo que começava a tomar conta de meus pensamentos e convenci-me de vez aos conselhos de meu amado marido.
Chegando ao parque estacionamos nosso carro há uns 100 metros da lagoa abaixo de algumas árvores. Escolhemos aquele lugar para não ficarmos tão longe dos banheiros coletivos existentes lá e não tão isolados do pessoal que se encontrava também acampados por ali.
Meu marido e o Leandro trocaram suas mudas de roupas por duas sungas. Enquanto meu marido vestiu uma sunga preta, o Leandro vestiu a branca, que o deixou com um corpo mais sedutor e gostoso.
Com certeza seria um final de semana maravilhoso junto a eles por inúmeros motivos: eu teria meu marido ao meu lado dando-me atenção e carinho, enquanto junto com ele, disputando discretamente minha atenção, estava o Leandro a quem eu já desejava.
Meu marido, de pele clara e sua sunga preta, ficava com seu corpo modelado da mesma forma que o Leandro em sua sunga branca e sua pele negra. Os dois praticamente da mesma altura e porte físico e com seus volumes por baixo da sunga, que deixava-os ainda mais gostosos.
Juntos ali formavam o famoso café com leite. Eu mantive meu vestidinho curtinho bem acima dos joelhos e fininha alcinha aos ombros. Assim, enquanto eles armavam a pequena barraca para dormirmos à noite, eu organizava a mesa e as louças.
Concluímos nossas tarefas deixando nosso cantinho organizado com fogão duas bocas, uma mesinha, banquinhos de madeira, duas caixas de isopor que continham bebidas e perecíveis para o café e instalamos uma rede para algum descanso. No ritmo das músicas do nosso carro, conversávamos e brincávamos como três grandes amigos.
Meu marido fazia seu papel constantemente, mantendo-me aos seus beijos e abraços, fazendo-se de despercebido quando eu percorria o corpo do Leandro com minhas discretas olhadas em ao meio ao nosso clima de descontração.
Eu me sentia uma rainha, e, deitada na rede, eu era tratada com atenção dos dois, oferecendo-me bebidas e tira gostos enquanto eles preparavam o almoço.
Enquanto a música tocava deixei-me levar aos pensamentos, sendo carinhosamente interrompida por meu marido ao lado. - Você está linda, Amanda. Quero você cada vez mais linda e maravilhosa. Que esse final de semana seja inesquecível. - meu esposo me falou, demonstrando muita paixão em sua voz.
Então ele saiu e foi ao carro, levantando um pouco mais a música, deixando-a em um volume agradável a nós. Com seu jeito contagiante, meu esposo aproximou-se e convidou-me para dançar.
Abraçadinhos como dois namoradinhos dançamos aquela música entre beijos e carinhos. Meu marido sempre tentava agradar a todos em qualquer momento e principalmente a mim. Sua discrição demonstrando toda naturalidade do mundo, ao terminar nossa dança esperou mais alguns segundos e sob o som da música "It Started With a Kiss", entregou-me aos braços do Leandro.
- Vai, Leandro! Dança com ela! Eu já cansei. Não tenho mais idade para essas coisas. - meu marido disse e, em tom de brincadeira, entregou-me aos braços do Leandro. Meu esposo parecia ler meus olhos e saber meus pensamentos.
Frente ao Leandro levei os braços sobre seus ombros, não aproximando muito igual eu tinha dançado com o meu marido, enquanto o Leandro abraçou-me pela cintura, fazendo justamente como meu marido tinha feito. Original como sempre, meu marido demonstrava ocupar-se com o término da comida que preparava e em meio a nossa dança direcionava palavras de brincadeira.
- Aêê, Leandro! Agora tú vai tomar um baile de dança! Essa mulher adora dançar! Vou aproveitar o final de semana todo para descansar enquanto vocês dançam! - meu esposo falava, sempre sorrindo.
Aquela foi a primeira vez que eu sentia um abraço do Leandro tão forte, pude sentir suas mãos apertando minhas costas nos momentos que eu estava fora da visão de meu marido. Sem saber o que dizer e o que fazer, eu apenas dançava, imaginado que ele pudesse entender o que se passava por minha cabeça.
- Você dança muito bem! - sussurrei para o Leandro. Nessa hora ele inclinou ainda mais o seu rosto em direção ao meu. - Sou amigo do teu marido, Amanda! E não quero perder a amizade dele. E serei mais amigo ainda se tiver você assim, junto comigo. - ele falou ao meu ouvido.
Nossaaaa! Eu estava convencida de que Leandro desejava-me. Sem saber como deixá-lo investir ainda mais em sua cantada, eu apenas disse que ele era um bobo e que éramos amigos. Apertei-o mais um pouco, aproximando-nos ainda mais. Na mesma hora ele entendeu e continuou sua investida.
- Não sei se terei outra oportunidade, Amanda... então serei direto. Desde a primeira vez que estive em sua casa, convidado por seu marido, eu desejo você. - o Leandro falou e suas palavras deixaram-me sem reação. Eu não sabia como me portar, temendo o Leandro imaginar eu ser uma mulher qualquer que aceitaria ser cantada na presença do marido.
Continua em: "O casal e o amigo no acampamento - Capítulo 02"
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