Depois de uma longa estrada, enfim chegamos. Descemos da caminhonete, ele pegou sua bolsa e seu violão e eu peguei minha bolsa e saímos rumo à casa da fazenda. De repente notei um lindo cachorro, um Husky Siberiano, vindo em sua direção e pulou de alegria em cima do rapaz.
- E aí, garotão? Como você está, heim? Sentiu falta do papai, não foi? - disse ele, abraçado com o cachorro, que pulava de felicidade ao seu redor.
- Esse é o Huck, meu companheiro. Não se preocupe. Ele não faz mal a uma mosca. É como se fosse uma criança - o rapaz disse, sorrindo de alegria por estar com seu amiguinho.
- Ah, ele é muito fofo! Eu amo cachorros. Mas meu pai nunca me deixou ter um só pra mim. Ele queria só para pastorar a fazenda. - falei e comecei a acariciar o cachorro, que tinha os olhos azuis, igual ao rapaz. - Bom, você já sabe meu nome, né? Mas eu ainda não sei o seu! - falei. - Eu estava esperando você perguntar. Meu nome é Walter! - disse ele, estendendo a mão para me cumprimentar. Eu apertei sua mão, e ele me puxou e deu um beijo em meu rosto.
- Isabella, é um prazer ter você aqui. Espero que goste. Agora venha, vou te mostrar a casa!
A casa era muito linda por fora. Era toda feita de madeira, tinha uma escada com poucos degraus na entrada e tinha alpendre em todo o seu redor, e tinha várias redes para se deitar. Antes de entrar ele se virou de frente a porta e pediu pra eu me virar também. Quando me virei, tive uma enorme imagem de uma parte de sua fazenda. Era lindo, e eu conseguia ver vários currais cheios de cavalos. Tinha pastos com muitos gados, tinha cabras. Enfim, tinha muitos animais. Era tudo verde, cheio de árvores, cercas e celeiros.
De longe eu também notei umas pequenas casas. E logo eu quis saber: - E aquelas casinhas lá no final? Quem mora lá? - São dos peões. A maioria deles moram aqui. - Nossa, que legal! - Vem, vou te mostrar a casa.
Então entramos na casa. Estava tudo limpo e organizado. A sala era enorme, com várias janelas de vidro com vista para aquelas lindas paisagens, e era tudo muito lindo, diferente de onde eu morava que era tudo simples. Meu pai não ligava muito pras coisas arrumadas e bonitas. Depois da sala tinha outro cômodo que era como uma espécie de cinema. Tinha uma TV muito grande e um sofá enorme de canto. Eu acho que cabiam umas 15 pessoas naquela sala, e olha lá se não coubesse mais.
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Eu fiquei morta de vergonha, pois eu já tinha até deixado minha bolsa em cima de uma banca que tinha lá, e ele tinha me falado que ia me mostrar meu quarto, e também não sei porque ele quis me mostrar o quarto dele. E eu, como era curiosa, perguntei. - E essa porta?
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Ao lado do quarto dele tinha tantos outros quartos. Por que que ele fez questão que eu ficasse ao lado do dele? E então entramos no quarto. Era magnífico, com as paredes amarelas, uma linda porta de vidro coberta com uma cortina, que ao sair dela dava acesso à mesma varanda do quarto dele.
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- Tá bem, até mais tarde então.
O Walter saiu e eu fechei a porta e me deitei naquela cama que até parecia uma nuvem de tão macia que era. Eu estava tão cansada que acabei cochilando. Pela primeira vez em minha vida eu estava me sentindo em paz.
Continua em: O Fazendeiro - Volume 1 - Capítulo 5
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